sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A REVISTA VEJA:  O MAIOR DRAB DA HISTÓRIA JORNALISTICA DO BRASIL

 Não é nenhum segredo para nenhum brasileiro a pouco e quase nenhuma informação que é vinculada por este meio de comunicação criado nos anos de chumbo da ditadura militar brasileira.
Formatada para alienar o povo brasileiro e para difundir no mercado a moral que não prima pela ética e que nunca promoveu o conhecimento.

Todos sabem.
Mas ela continua 45 anos depois resistente.  Porque lamentavelmente tem publico para isso. E que caminha o Brasil alheio a democratização da Educação e da construção política do brasileiro porque ainda se permite a invasão de duas potencias do mau: a rede globo e a revista veja.

Exemplo que afronta a ética, suas publicações beiram o mau gosto e desinformação destituindo e colocando em xeque  inclusive Academias de onde os jornalistas saem , ficamos com aquela pergunta que não quer calar : que tipo de profissional está se formando no Brasil?

A missão Institucional do Jornalismo é pisoteada todas as semanas. Religiosamente. E o povo brasileiro é ridicularizado. Todos os dias. 

Perseguições que envolvem os Povos Ciganos estão no entre lugar dos preconceitos, dos prévios juízos de valores , um arsenal de estereótipos e profundas discriminações. Conceitos esses, legitimados em todo o processo de formação Nacional.

É inaceitável que no século XXI  discursos que formam discernimento e juízo de valor  ainda sejam carregados de injuria e racismo. Não li a matéria da VEJA – 2345 NEM VOU LER. 

MAS RESPONDO A PERGUNTA DO TAL  JORNALISTA SABINO:
SIM EU OS TERIA COMO VIZINHOS!
E EU PERGUNTO AO POVO BRASILEIRO:

QUANTO VALE A LIBERDADE DE IMPRENSA NESSA NAÇÃO? 


NA TRILHA DOS CIGANOS: QUAIS OS INVESTIMENTOS QUE TERÃO ACESSO OS CIGANOS BRASILEIROS NA COPA DO MUNDO DE 2014?

Projeto de investigação jornalística, o segundo que irá envolver os Ciganos do Rio Grande do Norte, que tem como principal objetivo promover o conhecimento e a visibilidade. Minorias étnicas que ainda não possuem de fato seus direitos adquiridos e que ainda lutam por políticas públicas especificas  que levem a promoção da Igualdade social e da Inclusão.
A realização da COPA DO MUNDO com toda a certeza não abrirá para essas demandas dentro das comunidades ditas tradicionais.

É necessário que haja projetos que envolvam esses atores em um evento que impulsionará milhões de dólares e que possivelmente pouco deixará para a promoção da Igualdade Social e para o desenvolvimento pleno dessas comunidades.


Revista Continente de março de 2013 , que traz na capa um especial sobre os ciganos, grupo marcado por estereótipos que pouco correspondem à sua realidade marginalizada. A maior reportagem sobre os CIGANOS DO RIO GRANDE DO NORTE. 
A matéria mostra a realidade nas comunidades ciganas do RN e os anseios de suas respectivas lideranças. 


III COLÓQUIO NACIONAL HISTÓRIA CULTURAL E SENSIBILIDADES
18 A 22 DE NOVEMBRO DE 2013
UFRN-CERES – CAICÓ
CARTA DE ACEITE

A Comissão Científica do III COLÓQUIO NACIONAL HISTÓRIA CULTURAL E SENSIBILIDADES avaliou o trabalho intitulado “DILIPEN: os territórios, os ciganos e o lugar-comum”, de autoria de Carla Alberta Gonzalez e o considerou aprovado. A apresentação ocorrerá no dia 20.11.13, a partir das 14h (a sala será informada no momento de seu cerdenciamento).
Relembrando que só serão publicados nos Anais os trabalhos que forem apresentados no evento.
O texto completo para publicação poderá ser enviado até 16.12.13.
Caicó (RN), 24 de outubro de 2013.
Prof. Dr. Lourival Andrade Júnior
Coordenador Geral do III Colóquio Nacional História Cultural e Sensibilidades
UFRN-CERES-Caicó



Pensar o Cigano do século XXI é torná-lo sujeito de sua própria história.
A história da formação de um Cigano politicamente engajado no Rio Grande do Norte terá como base duas comunidades onde esses documentos já são uma orientação política e jurídica para a construção do espaço territorial que vai além da auto declaração identitária do grupo. 


Escola Gonzaga Carnaúba – Macau RN

O processo ensino-aprendizagem é bilateral e coletivo, portanto é necessário que se estabeleça uma parceria entre todos os envolvidos. No inicio do século XXI o Brasil é um dos campeões mundiais da desigualdade social e da falta de uma identidade que proporcione ao brasileiro uma consciência de tudo que ocorre a sua volta. O que vemos hoje é uma banalização de costumes e valores . Chega de. Democrática na aparência, a sociedade brasileira ainda é essencialmente cruel e autoritária. Nosso conceito de democracia é extremamente limitado, restrito principalmente ao plano jurídico, expressando-se em frases pomposas, como : todos são iguais perante a lei ou todo cidadão tem direito ao voto . No fundo a democracia não chegou a vida cotidiana da população.
Não democratizamos o acesso ao saber, a riqueza, a saúde , as condições materiais mínimas para uma vida digna . Vivemos na pratica um grande apartheid social. De um lado , uma elite ostentando um padrão de vida de primeiro mundo e usufruindo os direitos democráticos . De outro lado, uma enorme massa de e excluídos. 


O tema gerador, portanto partiu da própria comunidade, onde abordamos todos os dias a Identidade e a valorização da etnia cigana no mundo contemporâneo e no espaço geográfico do Rio Grande do Norte. 
Todos os debates seguiram a metodologia do aprendizado e da visão de mundo de cada educando, onde o tema a ser trabalhado sempre gerava em políticas publicas e o reconhecimento da Identidade Cigana na sociedade. 

A identidade cigana é processo linguístico, onde a união da cultura está na língua:
    O caló chamado também de calão ou romano é uma língua mista de base gramatical espanhola e variantes do vocabulário romani. falado pelos ciganos calons registrado desde o seculo XVIII  junto com o calão português-brasileiro,o romani catalão e o erromitxela basco. forma o grupo ibérico da língua romani quem em contato com as línguas vernáculas como o castelhano,catalão e português se fragmentou  primeiro em dialeto e finalmente em língua neo romani classificada pelos especialistas em para-romani.


Toda a construção linguística dos Ciganos brasileiros se dá através da oralidade.  


Em cima do único elo da história dos caminhantes, se desenvolveu a temática das ações políticas em prol das comunidades ciganas de todo o estado, e através destas políticas subtemas como: saúde, habitação, alimentação, educação, felicidade, família, amor, trabalho, higiene, diversão, viagens foram trabalhados incansavelmente através de todas as aulas dialogadas. 

Constata-se a priori que a comunidade deseja sua história respeitada através de eventos que culminem na Cidadania e na Identidade do povo Cigano.  Observa-se que muitos problemas sociais se agravam na questão da Identidade e das Políticas Púbicas que legam ao desconhecimento e a indiferença a causa cigana numa sociedade urbanizada e territorializada. 

“se na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta pacientemente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que , em certas condições, precisei falar a ele”( Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, 1997)




A dança Cigana apresentada por Ciganas : uma alegria imensa ver uma criança calin dar um show. O resgate cultural faz parte da Escola Amélia Targino.

O MOVA BRASIL em parceria com a professora Carla Alberta participa a todos que a tradição Cigana é respeitada. Se faz conhecer e é autônoma.



sobre academias ...

A primeira grande preocupação a que sempre me leva a reflexão é de que: Primeiro a falta absoluta de uma bibliografia que realmente elucide a questão cigana no Brasil e quiçá no mundo. Os que escrevem são sempre gajon que partem de uma problemática micro e sabemos que entender toda complexidade dos povos ciganos requer muito mais que um simples olhar e apenas uma questão emblemática. Segundo é um desastre: levar a estudos orientações por vezes pessoais de alguns orientadores, que na maioria das vezes desconhecem o tema. É importante que o orientando tenha personalidade suficiente para impor sua pesquisa e acima de tudo QUE ELE TENHA INTIMIDADE COM o que se propôs a desenvolver. Do contrario será a perspectiva do outro que irá se manifestar em todo o seu trabalho, levando ao que já sabemos: erros grotescos. E por fim que tenha as pessoas a consciência de que não é somente ler os que nos antecederam (e graças a Duvel eles existiram) abrindo o véu do desconhecimento em relação à população cigana: é necessário acima de tudo ter essa ligação com as populações ciganas que estão inseridas no universo de quem se propõe. Porque a cada espaço temporal territorial esses laços mudam por vários e vários fatores. E que fique esse trabalho que será desenvolvido não isolado nos muros acadêmicos, mas que eles saltem desses muros para transformar e contribuir a realidade dessas populações que na maioria das vezes vivem um isolamento social e econômico. O que se escreve não é para a posteridade: é para a transformação do presente: somente dessa forma transformando o presente se manterá invicto para as gerações futuras. Do contrario fica o mote das pesquisas que para nada servem: “a importância do galho seco na atividade lúdica do macaco"