sexta-feira, 1 de novembro de 2013

NA TRILHA DOS CIGANOS: QUAIS OS INVESTIMENTOS QUE TERÃO ACESSO OS CIGANOS BRASILEIROS NA COPA DO MUNDO DE 2014?

Projeto de investigação jornalística, o segundo que irá envolver os Ciganos do Rio Grande do Norte, que tem como principal objetivo promover o conhecimento e a visibilidade. Minorias étnicas que ainda não possuem de fato seus direitos adquiridos e que ainda lutam por políticas públicas especificas  que levem a promoção da Igualdade social e da Inclusão.
A realização da COPA DO MUNDO com toda a certeza não abrirá para essas demandas dentro das comunidades ditas tradicionais.

É necessário que haja projetos que envolvam esses atores em um evento que impulsionará milhões de dólares e que possivelmente pouco deixará para a promoção da Igualdade Social e para o desenvolvimento pleno dessas comunidades.


Revista Continente de março de 2013 , que traz na capa um especial sobre os ciganos, grupo marcado por estereótipos que pouco correspondem à sua realidade marginalizada. A maior reportagem sobre os CIGANOS DO RIO GRANDE DO NORTE. 
A matéria mostra a realidade nas comunidades ciganas do RN e os anseios de suas respectivas lideranças. 


III COLÓQUIO NACIONAL HISTÓRIA CULTURAL E SENSIBILIDADES
18 A 22 DE NOVEMBRO DE 2013
UFRN-CERES – CAICÓ
CARTA DE ACEITE

A Comissão Científica do III COLÓQUIO NACIONAL HISTÓRIA CULTURAL E SENSIBILIDADES avaliou o trabalho intitulado “DILIPEN: os territórios, os ciganos e o lugar-comum”, de autoria de Carla Alberta Gonzalez e o considerou aprovado. A apresentação ocorrerá no dia 20.11.13, a partir das 14h (a sala será informada no momento de seu cerdenciamento).
Relembrando que só serão publicados nos Anais os trabalhos que forem apresentados no evento.
O texto completo para publicação poderá ser enviado até 16.12.13.
Caicó (RN), 24 de outubro de 2013.
Prof. Dr. Lourival Andrade Júnior
Coordenador Geral do III Colóquio Nacional História Cultural e Sensibilidades
UFRN-CERES-Caicó



Pensar o Cigano do século XXI é torná-lo sujeito de sua própria história.
A história da formação de um Cigano politicamente engajado no Rio Grande do Norte terá como base duas comunidades onde esses documentos já são uma orientação política e jurídica para a construção do espaço territorial que vai além da auto declaração identitária do grupo. 


Escola Gonzaga Carnaúba – Macau RN

O processo ensino-aprendizagem é bilateral e coletivo, portanto é necessário que se estabeleça uma parceria entre todos os envolvidos. No inicio do século XXI o Brasil é um dos campeões mundiais da desigualdade social e da falta de uma identidade que proporcione ao brasileiro uma consciência de tudo que ocorre a sua volta. O que vemos hoje é uma banalização de costumes e valores . Chega de. Democrática na aparência, a sociedade brasileira ainda é essencialmente cruel e autoritária. Nosso conceito de democracia é extremamente limitado, restrito principalmente ao plano jurídico, expressando-se em frases pomposas, como : todos são iguais perante a lei ou todo cidadão tem direito ao voto . No fundo a democracia não chegou a vida cotidiana da população.
Não democratizamos o acesso ao saber, a riqueza, a saúde , as condições materiais mínimas para uma vida digna . Vivemos na pratica um grande apartheid social. De um lado , uma elite ostentando um padrão de vida de primeiro mundo e usufruindo os direitos democráticos . De outro lado, uma enorme massa de e excluídos. 


O tema gerador, portanto partiu da própria comunidade, onde abordamos todos os dias a Identidade e a valorização da etnia cigana no mundo contemporâneo e no espaço geográfico do Rio Grande do Norte. 
Todos os debates seguiram a metodologia do aprendizado e da visão de mundo de cada educando, onde o tema a ser trabalhado sempre gerava em políticas publicas e o reconhecimento da Identidade Cigana na sociedade. 

A identidade cigana é processo linguístico, onde a união da cultura está na língua:
    O caló chamado também de calão ou romano é uma língua mista de base gramatical espanhola e variantes do vocabulário romani. falado pelos ciganos calons registrado desde o seculo XVIII  junto com o calão português-brasileiro,o romani catalão e o erromitxela basco. forma o grupo ibérico da língua romani quem em contato com as línguas vernáculas como o castelhano,catalão e português se fragmentou  primeiro em dialeto e finalmente em língua neo romani classificada pelos especialistas em para-romani.


Toda a construção linguística dos Ciganos brasileiros se dá através da oralidade.  


Em cima do único elo da história dos caminhantes, se desenvolveu a temática das ações políticas em prol das comunidades ciganas de todo o estado, e através destas políticas subtemas como: saúde, habitação, alimentação, educação, felicidade, família, amor, trabalho, higiene, diversão, viagens foram trabalhados incansavelmente através de todas as aulas dialogadas. 

Constata-se a priori que a comunidade deseja sua história respeitada através de eventos que culminem na Cidadania e na Identidade do povo Cigano.  Observa-se que muitos problemas sociais se agravam na questão da Identidade e das Políticas Púbicas que legam ao desconhecimento e a indiferença a causa cigana numa sociedade urbanizada e territorializada. 

“se na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta pacientemente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que , em certas condições, precisei falar a ele”( Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, 1997)




A dança Cigana apresentada por Ciganas : uma alegria imensa ver uma criança calin dar um show. O resgate cultural faz parte da Escola Amélia Targino.

O MOVA BRASIL em parceria com a professora Carla Alberta participa a todos que a tradição Cigana é respeitada. Se faz conhecer e é autônoma.



sobre academias ...

A primeira grande preocupação a que sempre me leva a reflexão é de que: Primeiro a falta absoluta de uma bibliografia que realmente elucide a questão cigana no Brasil e quiçá no mundo. Os que escrevem são sempre gajon que partem de uma problemática micro e sabemos que entender toda complexidade dos povos ciganos requer muito mais que um simples olhar e apenas uma questão emblemática. Segundo é um desastre: levar a estudos orientações por vezes pessoais de alguns orientadores, que na maioria das vezes desconhecem o tema. É importante que o orientando tenha personalidade suficiente para impor sua pesquisa e acima de tudo QUE ELE TENHA INTIMIDADE COM o que se propôs a desenvolver. Do contrario será a perspectiva do outro que irá se manifestar em todo o seu trabalho, levando ao que já sabemos: erros grotescos. E por fim que tenha as pessoas a consciência de que não é somente ler os que nos antecederam (e graças a Duvel eles existiram) abrindo o véu do desconhecimento em relação à população cigana: é necessário acima de tudo ter essa ligação com as populações ciganas que estão inseridas no universo de quem se propõe. Porque a cada espaço temporal territorial esses laços mudam por vários e vários fatores. E que fique esse trabalho que será desenvolvido não isolado nos muros acadêmicos, mas que eles saltem desses muros para transformar e contribuir a realidade dessas populações que na maioria das vezes vivem um isolamento social e econômico. O que se escreve não é para a posteridade: é para a transformação do presente: somente dessa forma transformando o presente se manterá invicto para as gerações futuras. Do contrario fica o mote das pesquisas que para nada servem: “a importância do galho seco na atividade lúdica do macaco"

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Objetivo do Blog

O principal objetivo do blog é a formação de um grupo de pesquisa e ações afirmativas direcionadas as populações Ciganas do Rio Grande do Norte restabelecendo as fronteiras da memória histórica nos grupos que ainda resistem em todos os municípios do RN.
Pontuar historicamente os Ciganos Calons do Estado nos trás uma reflexão de uma história invisível, apagada pelas ditaduras sociais e políticas de exclusão em todos os processos pelo qual passou a nossa Nação: dos primórdios da colonização a luz que se visualiza no século XXI de uma luta pelo apoderamento da identidade de cada cigano que resistiu bravamente a todo histórico econômico, político e cultural que desarticulou todas as etnias que formaram a Nação Brasileira.



As ações afirmativas dentro dos  territórios Ciganos buscando o apoderamento étnico:

Articulações do Projeto de Pesquisa e da Ação Social.

Documentários:

Vida Cigana- comunidade de Nova Natal ( TV Câmara) 2010
Escola Gonzaga Carnaúba – Macau ( TV União) 2012
Escola José Garcia- Nova Natal ( Instituto Paulo Freire) 2011
Prêmio Ministério da Cultura. - 2010
A Escola como cidadania e reconstrução- Escola José Garcia ( rancho de Nova Natal)- R$ 10.000,00 – Liderança Antonio Charuto
Tributo a Garcia Lorca- Fernando Kalon ( Santa Rita) – R$ 10.000,00
Escolas de Alfabetização – Mova e PPDCE
2010-
Escola José Garcia- Nova Natal
2011
Escola José Garcia – Nova Natal
2012
Escola Gonzaga Carnaúba – Macau
2013  ( projetos confirmados)
Escola Gonzaga Carnaúba – Macau
Escola Amélia Targino – Apodi
(professores ciganos).
Publicações / periódicos
04 publicações em Cuba- na Universidade de Habana- CUBA .
Mais de 20 publicações Nacionais em Congressos
Reportagem sobre os Calons do RN REVISTA CONTINENTE: 
www.revistacontinente.com.br   ( edição de Março)
Ações políticas:
2012
Construção do Projeto da Vila Cigana Dilipen – desenho de Alcides Sales e projeto de Carla Alberta .
2013-
Audiência Pública em Apodi- RN onde foi votada por unanimidade a construção da Vila Cigana. 
Audiência Pública em Macau – RN onde foi votada por unanimidade a Construção da Vila Cigana
Plenária em Macau na Câmara de Vereadores onde toda a comunidade Cigana esteve presente
Introdução do SEBRAE nas comunidades de Macau em 2012 e este ano em Apodi com a perspectiva de cursos para todos os ciganos.
Construção de um relatório antropológico em andamento- respaldar os direitos políticos e territoriais do povo cigano no RN.